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Impacto do Lançamento de Esgoto não Tratado nos Corpos D'água

Atualmente, apesar de todos os avanços tecnológicos que obtemos em termos de tratamento de esgoto, a poluição dos cursos d’água mostra-se, ainda, como um problema latente ao redor mundo, principalmente em países em desenvolvimento. Para solucionar o problema é de extrema importância a compreensão do fenômeno do consumo de oxigênio dissolvido após o lançamento de esgotos, apontado de maneira unânime por especialistas como sendo o maior causador de degradação nos corpos d’água. Conhecendo o fenômeno, torna-se mais fácil a tarefa de expor soluções viáveis de tratamentos para diferentes realidades econômicas.



O lançamento de esgotos (matéria orgânica não estabilizada) em águas superficiais resulta, indiretamente, no consumo de oxigênio dissolvido. Tal consumo se deve aos processos de estabilização da matéria orgânica presente nos esgotos por meio de bactérias decompositoras, as quais consomem o oxigênio dissolvido no meio para sua respiração, e consequentemente, oxidam a matéria orgânica. A redução da concentração de oxigênio dissolvido tem diversas implicações do ponto de vista ambiental, constituindo-se, como já citado, em um dos principais problemas de poluição das águas.


A oxidação da matéria orgânica corresponde ao consumo de oxigênio. Bactérias presentes nos corpos d’água utilizam o oxigênio dissolvido em sua respiração, principalmente as heterotróficas aeróbias. A seguir, apresenta-se a equação simplificada da estabilização da matéria orgânica:

Matéria orgânica + O2 + Bactérias à CO2 + H2O + Bactérias + Energia

As bactérias, na presença de oxigênio, convertem a matéria orgânica (proteínas, carboidratos, gorduras, entre outros) em compostos simples e estáveis, como água e gás carbônico. Com isto, eles tendem a crescer e se reproduzir, gerando mais bactérias, enquanto houver disponibilidade de alimento e oxigênio no meio.


Em virtude da baixa solubilidade das águas, mesmo corpos d’água isentos de poluição apresentam baixas concentrações de oxigênio, cerca de 10 mg/L, enquanto no ar, a concentração fica na ordem de 270 mg/L. Portanto, fica evidente que qualquer alteração nesse equilíbrio que possa vir a reduzir os níveis de oxigênio na massa líquida afetará significativamente a biota aquática local, representada por peixes, algas, plânctons, entre outros seres vivos que necessitam direta ou indiretamente do oxigênio. Deste modo, o tratamento de esgotos antes de seu lançamento se torna obrigatório para a manutenção da qualidade de nossas águas.



Fonte:

Von SPERLING, M. Introdução a qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 3. ed. reimp. Belo Horizonte: DESA/UFMG, 2005.

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