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Operação de ETE, saiba como funciona...

Atualizado: 21 de jul.

As Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) são unidades operacionais que recebem cargas poluentes do esgoto, seja ele doméstico ou industrial, e devolvem o efluente tratado aos corpos d’água, reduzindo, assim, os eventuais impactos ambientais que poderiam ser causados sem o tratamento adequado. Além disso, ao instalar um Sistema de Tratamento eficiente, as empresas estão menos suscetíveis a punições jurídicas pela destinação incorreta dos seus efluentes gerados.


Basicamente, o processo de Tratamento dos Efluentes pode ser executado em até quatro níveis: Tratamento Preliminar (remoção de sólidos grosseiros); Tratamento Primário (remoção de sólidos sedimentáveis); Tratamento Secundário (remoção de matéria orgânica); e Tratamento Terciário (remoção de poluentes específicos/compostos não biodegradáveis – Saiba mais em “Níveis de Tratamento de Esgoto", assim, é importante destacar que, em todas as etapas de tratamento, demanda-se Operação e Manutenção para o correto funcionamento e maior durabilidade dos equipamentos das ETEs. A seguir, destacam-se as principais etapas de operação dos sistemas de tratamento:


1) Limpeza do gradeamento: Encontrada em quase todos os sistemas de tratamento, a etapa de gradeado é fundamental para remoção de sólidos grosseiros. É de extrema importância a verificação frequente da obstrução das grades, uma vez que completamente obstruído por resíduos (como preservativos, absorvente, plásticos, entre outros), o efluente que continua chegando nesta etapa não tem como seguir para a próxima etapa do tratamento. Sendo assim, este ficando represado nesta etapa de gradeamento, pode ocorrer o retorno do efluente ou transbordamento da caixa de entrada. A frequência de limpeza depende do tipo de sistema e da cultura da população contribuinte para a geração do esgoto.


2) Remoção de lodo: Todas as Estações de Tratamento de Esgoto produzem lodo, independente de serem físico-químicos, anaeróbios, aeróbios ou misto. Em sua maioria, os sistemas possuem leitos de secagem ou bolsas drenantes para desague do lodo removido, reduzindo o volume e facilitando seu descarte. Em outros casos, a remoção é feita através de caminhões hidrovácuo, sendo este responsável por destiná-lo em aterro qualificado. Em qualquer uma das situações, é imprescindível a verificação, visualmente, da altura da camada de lodo com frequência e realizar sua remoção.


3) Reposição de produtos químicos: A grande maioria das ETEs necessita da dosagem de produtos químicos em alguma de suas etapas. Os sistemas denominados físico-químicos demandam grandes quantidades de produtos químicos com reposição constante. Já os biológicos, por sua vez, utilizam quantidade consideravelmente menor, mas, ainda assim, existe necessidade de reposição e monitoramento frequente desses produtos, cabendo ao operador avaliar quando será necessário a troca das “bombonas” de insumos para não interferir no processo adequado de tratamento.


4) Avaliação dos equipamentos eletromecânicos: Muitos sistemas precisam de equipamentos eletromecânicos em suas etapas de tratamento, e é de extrema importância a avaliação do funcionamento dos mesmos a fim de se evitar graves problemas. Por exemplo, se as bombas de recalque de uma Estação Elevatório de Esgoto (EEE) não estiverem funcionando, fatalmente haverá transbordamento e retorno do efluente pela rede. Ou mesmo um soprados sem funcionamento ou funcionando de maneira incorreta, seguramente o sistema não atingirá eficiência para qual foi projetado. Desta forma, recomenda-se, além da constante verificação dos equipamentos eletromecânicos, que sejam adquiridos equipamentos reservas para evitar o colapso total do sistema caso os equipamentos venham a apresentam problemas.


5) Limpeza do sobrenadante: Por utilizarem biomassa ativa (lodo), os sistemas biológicos de tratamento produzem sobrenadante que, quando não removido, podem se acumular nas tubulações de coleta ou conexões dentro do próprio sistema de tratamento. Sendo assim, é fundamental a realização da limpeza e remoção do sobrenadante semanalmente, evitando acumulo desses materiais e reduzindo a possibilidade de mau cheiro.


Operação Estação de Tratamento de Efluentes

Dentre as falhas mais comuns no processo de operação e manutenção de estações de tratamento, destacam-se:


1) Falta de verificação da concentração de Oxigênio Dissolvido (OD): Em todas as estações que aplicam processos biológicos e aeróbios, o Oxigênio Dissolvido (OD) se torna essencial para o sucesso da operação. Este, preserva os microrganismos vivos durante todo o processo de tratamento e, sem eles, não é possível realizar o processo de tratamento biológico. Desta forma, para o correto funcionamento do sistema, é necessária uma quantidade correta de OD no processo. Caso os microrganismos venham a consumir todo o oxigênio dissolvido, apenas os seres anaeróbicos sobreviverão e o mau cheiro se tornará evidente na ETE.


2) Falta de verificação do pH: O potencial hidrogeniônico (pH) representa toda a acidez, alcalinidade e neutralidade dos materiais que estão sendo envolvidos no processo de tratamento. Caso estes níveis sofram alterações, o resultado final também pode ser afetado. Nos processos biológicos, por exemplo, o pH deve ser controlado, uma vez que este deve ser adequado para que haja sobrevivência e reprodução das bactérias que consomem a matéria orgânica e nutriente do esgoto.

3) Descarte incorreto do lodo: Como mencionado anteriormente, os efluentes geram grandes quantidades de lodo, uma biomassa microbiana que é cultivada no processo. Este material se acumula no fundo dos tanques e o material sedimentado deve ser retirado para evitar que ocorra arraste dos sólidos/lodo juntamente do efluente clarificado já tratado. Vale destacar que o material retirado deve ser descartado de maneira correta. Atualmente, em sua maioria, o lodo é destinado aos aterros sanitários, sempre de acordo com as premissas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).


Desde o tratamento preliminar até o terciário, muitas variáveis estão envolvidas e podem alterar e impactar diretamente no funcionamento e operação dos Sistemas de Tratamentos de Efluentes. Variáveis estas, que vão desde a falha na concepção adequada ao tipo de efluente gerado, a eventuais picos de vazão não considerados, assim como, ausência de uma rotina de atuação com indicadores claros e planos ações para os modos de falhas (incluindo revisões e verificações de manutenção de equipamentos, tais como: tubulações, bombas, etc), gerando assim, um risco operacional humano ainda maior. Sendo assim, nota-se que as medidas para manutenção e operação das ETEs são fundamentais não apenas para o correto funcionamento dos sistemas de tratamento de esgoto, mas também para garantir maior vida útil dos equipamentos e principalmente, evitar gastos desnecessários.


Operação e Manutenção em Estações de Tratamento de Esgoto

Atualmente, temos percebido um grande movimento no mercado de ETE´s, frente a demandas solicitadas para “sistemas automatizados” e, fica apenas um alerta muito importante, que para a nossa realidade atual, Sistemas de Tratamentos que tenham um fluxo de operação automatizados, apenas de fato funcionam e justificam o investimento (que usualmente são extremamente altos, em comparação com os modelos considerados convencionais), para grandes demandas e altas vazões de efluentes gerados. Porém, ainda assim, haverá um fator mínimo de operação humana, que não conseguirá se ausentar 100% da Operação, por isso, caso você identifique alguma oferta no mercado para pequenas e médias vazões, ofertando um sistema totalmente autônomo, fique alerta e busque mais informações.


Por fim, busque sempre por empresas qualificadas para identificação e análise dos possíveis problemas de sua ETE, que vão além de um diagnóstico inicial até um plano de ação mais elaborado e completo. Entenda, que na grande maioria dos casos, apesar das empresas, empreendimentos, condomínios, entre outros, possuírem sistemas de tratamento já em operação, acabam não sendo especialistas neste assunto (o que é natural e muito normal). Justamente por isso, acreditam que apenas possuir o sistema instalado já é o suficiente para garantia da eficiência e padrões requisitados nas legislações vigentes, porém, este acaba sendo um engano, afinal, a segunda parte mais importante, é justamente a Operação Adequada da Estação de Tratamento, com os ajustes “finos” corretos, rotina e frequência de tarefas, manutenção e principalmente, previsibilidade de gastos (energia, insumos, etc).


Inclusive, o Time da REVIVA além da atuação voltada para análise/diagnóstico, plano de ação, retrofit de sistema, assistência técnica, também conta com a possibilidade de Serviços de Operação de ETE, ou seja, diante de uma demanda que justifique, é implementado um sistema totalmente novo e fica sobre a responsabilidade da REVIVA e seus parceiros, o cumprimento de todas as exigências e aspectos citados acima, assim como, demais necessidades específicas, isentando, assim, o cliente da preocupação e necessidades de se envolver em aspectos dos quais ele não é especialista. Caso queira saber mais, entre em contato agora mesmo.


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