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Tratamento Biológico de Esgoto

Atualizado: 29 de Mai de 2020

A produção de resíduos pode representar matéria-prima útil para produção de energia, recuperação de subprodutos e componentes das águas. Existem diversas técnicas para alcançar o objetivo da conservação e proteção de recursos naturais e, quando se pensa no tratamento de águas residuárias, o método mais empregado é o tratamento biológico. Este, é dividido em duas classes: aeróbia e anaeróbia; que constituem as principais unidades na maioria das Estações de Tratamento de Efluentes (ETE’s).


São vários os objetivos do tratamento biológico, dentre eles: a transformação de constituintes biodegradáveis dissolvidos e particulados em produtos finais aceitáveis; a captação e incorporação de sólidos em suspensão e coloidais não sedimentáveis em flocos biológicos ou biofilme; e a transformação ou remoção de nutrientes (nitrogênio e fósforo, por exemplo).



Ambos os processos (aeróbio e anaeróbio) podem ser usados: o processo aeróbio envolve o uso de oxigênio livre ou dissolvido por microrganismos (aeróbios) na conversão de resíduos orgânicos em biomassa e CO2; já o anaeróbio, os resíduos orgânicos são prioritariamente degradados em CH4 e CO2 através de quatro etapas básicas (Hidrólise, Acidogênese, Acetogênese e Metanogênese) na ausência de oxigênio. Os processos biológicos aeróbios são comumente utilizados ​​no tratamento de efluentes orgânicos para alcançar alto grau de eficiência de tratamento, enquanto no tratamento anaeróbio, progressos consideráveis ​​foram alcançados na biotecnologia para tratamento de resíduos com base no conceito de recuperação e utilização de recursos enquanto ainda alcança o objetivo de controle de poluição.


Desta forma, relaciona-se à escolha dos processos com os aspectos característicos de cada comunidade, considerando as grandezas do empreendimento (vazão, uso e carga orgânica), disponibilidade da área adequada, custos convenientes, disponibilidade de funcionários capacitados para operação e manutenção dos sistemas, entre outros.



Fonte:

CHAN, Y. J. et al. A review on anaerobic-aerobic treatment of industrial and municipal wastewater. Chemical Engineering Journal, v. 155, n. 1–2, p. 1–18, 2009.

LEITÃO, R. C. et al. The effects of operational and environmental variations on anaerobic wastewater treatment systems: A review. Bioresource Technology, v. 97, n. 9, p. 1105–1118, 2006.

Von SPERLING, M. Introdução a qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 3. ed. reimp. Belo Horizonte: DESA/UFMG, 2005.


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